Limber

Limber

Alongamento em sessões que cabem no dia.

Categoria
Alongamento & Bem-estar
Plataformas
iOS · iPad
Ano
2026
Escopo
Design · Engenharia · Backend

As telas

Capturas do Limber rodando — sem mockup e sem retoque.

  • Tela inicial do Limber com a sessão do dia, sessões para explorar e a semana em andamento

    A sessão do dia primeiro; o resto é para quem tem mais tempo.

  • Player do Limber em fundo quase preto, com anel de tempo em volta da posição e ritmo de respiração

    Fundo quase preto — a tela fica a 30 cm do rosto de quem está deitado.

  • Plano do Limber com projeção de flexibilidade em quatro semanas e o que a rotina faz

    O plano diz o que esperar, e de onde a projeção vem.

  • Tela de progresso do Limber com sequência de 11 dias, calendário de cinco semanas e sessões recentes

    Constância medida em dias praticados, não em dias com o app aberto.

O desafio

Aplicativo de alongamento costuma ser um catálogo de vídeos. A pessoa abre, escolhe entre dezenas de rotinas, e a escolha é o primeiro atrito de uma atividade que já custa vontade para começar.

O segundo problema é o momento de uso. Alongamento acontece no chão, muitas vezes deitado, com o telefone apoiado a poucos centímetros do rosto — uma situação em que praticamente nenhuma decisão de interface padrão funciona bem.

O que fizemos

O onboarding pergunta o que dói, quanto tempo a pessoa tem, o nível de atividade e se há lesão. Um serviço próprio monta a rotina a partir disso, e a tela inicial abre com a sessão do dia pronta — sem catálogo, sem escolha.

O aplicativo mostra o que esperar antes de pedir constância. A tela de plano traz uma projeção de quatro semanas e diz, na própria tela, de onde ela vem: de quem alonga cerca de dez minutos por dia e mantém a constância. Projeção rotulada como projeção, não como promessa.

Os 45 segundos que o player devolveu

O player mostrava um diálogo antes de cada posição — “prepare-se”, com um botão para continuar. Numa sessão de duas posições isso é irrelevante. Numa sessão de duas minutos com cinco posições, eram cerca de 45 segundos de tela morta: mais de um terço do tempo total gasto em caixas de aviso.

Reescrevemos como uma tela contínua. Preparar, segurar, transição e finalizar deixaram de ser telas e viraram estágios do mesmo layout: a posição faz cross-fade no lugar e o anel de tempo se rearma. Não há diálogo nenhum entre uma posição e a próxima.

É a decisão mais importante do projeto e ela não aparece em nenhuma captura de tela — só na diferença entre uma sessão de dois minutos que dura dois minutos e uma que dura quase três.

Projetado para quem está deitado

O player usa fundo quase preto nos dois temas, claro e escuro. Não é preferência estética: uma tela em brilho total a trinta centímetros do rosto de alguém deitado de costas é a pior coisa que o aplicativo pode fazer, e o tema claro do sistema não deveria decidir isso.

Na mesma linha, a animação respeita a preferência de movimento reduzido do sistema e o retorno tátil usa o motor háptico, não a vibração pesada — que num exercício de respiração seria um susto em vez de um sinal.

Uma interface, dezoito idiomas, dois tamanhos de tela

O aplicativo está em dezoito idiomas na App Store, incluindo árabe, que é escrito da direita para a esquerda. Isso não é um detalhe de tradução: dois defeitos reais vieram daí — o cartão da tela inicial desenhando a ilustração por cima do próprio texto, e a pílula deslizante da barra de abas se movendo para o lado oposto da aba selecionada.

Ele também é universal: roda em iPhone e iPad a partir do mesmo layout, não de dois. Cada tela mantém sua coluna única e limita o quanto ela pode crescer; no iPad o espaço que sobra vira margem. A alternativa — desenhar uma segunda interface para telas grandes — dobra o trabalho e dobra os lugares onde um defeito pode aparecer.

Plataformas e tecnologia

Construído em Flutter para iOS e iPad, com Firebase para contas e dados, e um serviço próprio que gera as rotinas a partir das respostas do onboarding. O trabalho cobriu design, desenvolvimento do aplicativo e a integração com esse serviço.

Perguntas

Por que o Limber não tem um catálogo de rotinas?

Porque escolher é o primeiro atrito de uma atividade que já custa vontade para começar. O onboarding pergunta o que dói, quanto tempo a pessoa tem e se há lesão, e a sessão do dia já abre pronta. O catálogo existe, mas embaixo — para quem tem tempo e quer procurar.

Por que o player fica escuro mesmo no tema claro?

Porque o uso acontece com o telefone a poucos centímetros do rosto de alguém deitado. Uma tela em brilho total nessa posição é desconfortável o bastante para encurtar a sessão, e essa é uma decisão de produto — não algo que o tema do sistema deveria definir.

Quanto custa manter um aplicativo em dezoito idiomas?

Menos do que parece na tradução e mais do que parece na engenharia. O texto é a parte barata; o custo real está em árabe ser escrito da direita para a esquerda, nas categorias de plural que mudam por idioma, e em cada tela precisar ser verificada nos dois sentidos de leitura.

Serviços

Outros projetos

Tem um aplicativo em mente?

Responda seis perguntas rápidas e a gente já chega na conversa sabendo do que se trata. Resposta em até 1 dia útil.