Livrify

Livrify

Ler junto, e não sozinho.

Categoria
Leitura & Comunidade
Plataformas
iOS · Android
Ano
2025
Escopo
Design · Engenharia · Backend

As telas

Capturas do Livrify rodando — sem mockup e sem retoque.

  • Feed do Livrify com o livro em leitura, sequência diária e atualizações de progresso de outros leitores

    O feed é feito de progresso, não de resenha pronta.

  • Biblioteca pessoal do Livrify com as listas quero ler, lendo e lidos

    Quero ler, lendo, lidos — e o que move entre elas.

  • Tela de detalhe de um livro no Livrify, com informações, avaliação e resenhas

    O livro reúne dados, notas e quem está lendo.

  • Tela de atualizar o progresso de leitura no Livrify, por número de páginas

    Atualizar a página é o gesto que alimenta tudo.

O desafio

Rede social de livros costuma girar em torno da resenha — o conteúdo só existe depois que alguém termina de ler. Só que terminar leva semanas, e quem está no meio de um livro de quinhentas páginas não tem nada para postar nem nada para ver.

O resultado é previsível: o aplicativo é aberto duas vezes por mês, quando um livro acaba. Não é uma frequência que sustenta comunidade nenhuma.

O que fizemos

Mudamos a unidade de conteúdo. Em vez da resenha, a moeda do feed passou a ser o progresso: atualizar de 97 para 130 páginas gera uma publicação, com capa, percentual e o quanto falta — algo que acontece todo dia, e não a cada três semanas.

Isso resolve os dois lados de uma vez. Quem lê ganha um motivo diário para abrir; quem acompanha vê o livro sendo lido em tempo real, com espaço para comentar antes do fim — que é quando comentar ainda muda a experiência de quem está lendo.

Em volta disso vieram a biblioteca em três listas, as leituras coletivas, as conversas e um jardim que cresce com a constância.

Decisões de projeto

Atualizar progresso tem que custar um toque. É o gesto que alimenta o produto inteiro, e todo atrito ali se propaga para o feed, para as leituras coletivas e para a sequência.

A sequência conta dias de leitura, não dias de uso do aplicativo. Premiar abrir o app produziria exatamente o comportamento que um produto de leitura não deveria querer.

O catálogo aceita livro que não está na base. Uma rede de leitura que não deixa você registrar o que está lendo perde o leitor na primeira sessão — e o acervo real das pessoas está justamente na cauda longa.

Plataformas e tecnologia

Construído em Flutter, com uma base de código para iOS e Android. Backend em Firebase: contas com e-mail, Google e Apple, catálogo, feed, notificações e sincronização entre aparelhos.

Flutter foi a escolha certa porque o produto é feito de listas, cartões e formulários — telas que se comportam igual nas duas plataformas — e chegar às duas lojas ao mesmo tempo valia mais que qualquer ganho de código nativo.

Perguntas

Por que Flutter e não desenvolvimento nativo?

Porque o Livrify é feito de listas, cartões e formulários, que se comportam igual em iOS e Android, e chegar às duas lojas ao mesmo tempo valia mais que o ganho marginal do nativo. Em produtos que dependem de câmera, sensores ou áudio contínuo, a decisão seria outra.

O que acontece quando o livro não está no catálogo?

O leitor cadastra. Uma rede de leitura que não deixa registrar o que a pessoa está lendo a perde na primeira sessão, e o acervo real está justamente na cauda longa.

Como funciona a sequência de leitura?

Conta dias em que houve leitura registrada, não dias em que o aplicativo foi aberto. Premiar abrir o app produziria o comportamento oposto ao que um produto de leitura deveria incentivar.

Serviços

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